Quem se aposentou antes de 2019 usando só as contribuições depois de julho de 1994 pode estar recebendo menos do que deveria. Em 2022 o STF decidiu que o segurado tem direito de escolher a forma de cálculo mais vantajosa entre as duas regras que existiram ao longo do tempo, e isso ficou conhecido como revisão da vida toda.
Por que existem duas contas diferentes
Até 1999 valia uma regra de transição que permitia usar todo o histórico contributivo, inclusive salários anteriores a 1994. Depois, o INSS passou a considerar só as contribuições posteriores a julho de 1994. Pra muita gente que contribuiu bem nos anos 80 e no início dos 90, jogar fora esse período significa perder valor no cálculo do benefício.
Quem pode pedir
Em regra, quem se filiou ao INSS antes de 1994 e se aposentou pela regra permanente antes da reforma de 2019. O pedido tem prazo: dez anos contados da data em que o benefício foi concedido, então quem se aposentou há mais tempo precisa verificar se essa janela ainda está aberta.
Como saber se compensa
Não é automático — depende de refazer o cálculo do benefício pelas duas regras e comparar. Em alguns casos a diferença é pequena, em outros representa um valor considerável de atrasados. O único jeito de saber com segurança é levar o histórico de contribuições (CNIS) e a carta de concessão pra alguém rodar essa conta.