Diferente de quem contribui só pelo INSS, o servidor público costuma ter tempo de contribuição espalhado entre mais de um regime: o regime próprio do órgão, período no regime geral antes de ingressar no serviço público, às vezes um segundo vínculo. Juntar essas pontas certo é o que decide quando dá pra aposentar e com qual valor.
Onde a soma costuma falhar
Certidão de tempo de contribuição (CTC) de vínculo anterior que não foi averbada corretamente, período de estágio probatório contado errado, licenças que deveriam ou não entrar na contagem dependendo do tipo. Cada regra tem uma exceção, e um órgão de recursos humanos lida com centenas de servidores ao mesmo tempo — erro de contagem acontece mais do que se imagina.
O efeito de um erro pequeno
Poucos meses a menos na contagem podem empurrar a aposentadoria pra uma regra de transição menos vantajosa, ou atrasar a data em que o servidor completa os requisitos. Como as regras mudaram várias vezes nos últimos anos, comparar o tempo apurado pelo órgão com o tempo real, documento por documento, é o único jeito de confirmar se a conta está certa.
Antes de pedir a aposentadoria
Vale reunir todas as CTCs, fichas funcionais e comprovantes de vínculos anteriores e conferir a soma antes de protocolar o pedido — corrigir um erro antes é bem mais simples do que depois de concedido o benefício. Uma apuração técnica desse tempo, cruzando os documentos, evita surpresa na hora de receber.