Aposentados e pensionistas são um dos públicos mais visados por oferta de crédito — e não à toa: o desconto direto no benefício reduz o risco pro banco, o que deveria significar juro mais baixo pro segurado. Na prática, os erros nesse tipo de contrato são frequentes.
O limite que existe e é ignorado
A lei limita quanto pode ser descontado do benefício com empréstimo e cartão consignado somados. Quando esse limite é ultrapassado, ou quando descontos de operações diferentes se acumulam sem o segurado perceber, há uma irregularidade concreta pra corrigir.
O golpe mais comum entre aposentados
A pessoa assina achando que está pegando um empréstimo com prazo definido pra quitar. Só que na verdade recebe um cartão de crédito consignado, onde o desconto mensal é apenas o mínimo da fatura. Resultado: o saldo devedor nunca some, porque o desconto não amortiza a dívida de verdade — só paga o mínimo, mês após mês, ano após ano.
Um jeito simples de checar
Multiplique o desconto mensal pelo número de meses que você já paga. Compare com o valor da dívida original informada. Se o saldo devedor continua praticamente igual mesmo depois de anos pagando, é sinal forte de que se trata de cartão consignado, não de empréstimo de verdade.
E se for esse o caso?
Muitas vezes a solução passa por portabilidade pra outra instituição com condição mais clara, além da revisão do que já foi pago indevidamente enquanto durou o contrato problemático. Documentos úteis: contrato assinado, extrato do INSS com histórico de descontos (disponível pelo Meu INSS) e, se possível, as faturas do cartão.