A ideia da portabilidade é boa: leva seu consignado pra outro banco que oferece condição melhor. Na teoria. Na prática, o processo tem armadilhas que costumam prejudicar justamente quem não conhece as regras direito.
Como deveria funcionar
Você pede a portabilidade ao banco de destino, que consulta o saldo devedor no banco de origem e te apresenta uma proposta com taxa mais baixa. Aceitando, a dívida é quitada no banco antigo e passa pro novo, nas condições apresentadas.
Onde costuma dar errado
Tem a portabilidade “fake”: o cliente é convencido a fazer um empréstimo novo maior, achando que é só uma transferência, e acaba com dívida maior do que tinha antes. Tem o refinanciamento disfarçado: em vez de transferir o que já existe, o banco de origem oferece “refinanciar” com condições piores, aproveitando que você já tava disposto a mudar. E tem a taxa que parece menor, mas não é — comparar só a taxa mensal sem olhar o novo prazo (que pode ser bem mais longo) esconde o custo real.
O número que realmente importa
Compare o CET (Custo Efetivo Total) do contrato antigo com o do novo — não só a taxa de juros isolada. O CET junta todos os custos da operação e é o dado que de fato revela se a mudança valeu a pena.
Já fez a portabilidade e ficou com dúvida?
Junta os dois contratos, o antigo e o novo, e compara linha por linha: valor devido, prazo, taxa e CET de cada um. Essa comparação já mostra se há indício de prejuízo na operação.