Como funciona a correção monetária de uma dívida judicial (em linguagem simples)

Dívida que vira processo judicial não fica parada no tempo. Ela é atualizada até o dia do pagamento, e entender essa lógica ajuda a conferir se o número final (pra pagar ou pra receber) está mesmo correto.

Duas coisas que parecem uma só, mas não são

Correção monetária repõe a perda do poder de compra do dinheiro ao longo do tempo, usando um índice oficial (no caso de Minas Gerais, por exemplo, a tabela do TJMG; em outros contextos, INPC ou IPCA). Juros de mora são a “multa” pelo atraso, geralmente 1% ao mês, contados a partir de um marco específico: a citação no processo, por exemplo.

São dois cálculos separados, somados depois. Misturar os dois, ou aplicar juro sobre juro sem base pra isso, é um dos erros mais comuns em cálculo malfeito.

A data que muda tudo

De onde a contagem começa muda completamente o valor final. Em geral, a correção conta desde quando o valor era devido, e os juros de mora desde a citação, mas isso varia conforme o tipo de ação e o que a sentença determinar.

Um exemplo simples pra fixar

Uma dívida de R$10 mil de cinco anos atrás não vale R$10 mil hoje. Vale mais, porque a inflação corroeu o poder de compra e os juros se acumularam nesse tempo todo. O cálculo técnico existe pra chegar nesse valor atualizado célula por célula, não no chute.

Como saber se o cálculo que te mostraram está certo

Peça a planilha detalhada, não só o número final. Cálculo correto mostra, mês a mês, qual índice foi usado e como os juros foram somados. Sem isso, não tem como saber se bate.

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Diagnóstico Preliminar

Termômetro de Juros Abusivos e Restituição

Descubra se o seu banco está cobrando juros acima da taxa média do BACEN:

Estimativa de Dano / Potencial de Restituição:
R$ 13.440,00
*Cálculo estimativo preliminar baseado em casos reais auditados pelo perito.

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